terça-feira, 12 de agosto de 2014




Varredor das calçadas

Eis que tudo te pertence, habito em tuas moradas. Sou um dos teus serviçais, Me apraz varrer as calçadas por onde passam seus pés” (Gladir Cabral).

O desejo por posição, poder, statos, prestígio e popularidade é inerente a natureza humana, uma ambição comum na experiencia de vida de muitas pessoas. Muitos abdicam-se até das boas virtude como a simplicidade, a lealdade, e o respeito ao próximo em todas as sua dimensões para alcançarem suas pretensiosas aspirações. Emaranharam-se nas teias do orgulho, da vaidade e do egoísmo, desprezando o melhor dos dons. Creio que não preciso estender-me nessa questão para evocar as potencialidades do mal que isso pode nos trazer. Lúcifer nos serve como exemplo. Ele cometeu um grande e terrível erro, deixou de olhar para Deus e passou a olhar para sim mesmo, que resultou em sua queda fatal. O anjo de luz, com era descrito, obscurecido em seu entendimento fechou seus olhos a luz da verdade de Deus. Ele estava diante do Ser mais Belo, Poderoso e Santo do universo, o Deus de toda a Glória. O que mais ele poderia desejar alcançar? O que mais ele poderia esperar? De forma louca desejou e buscou. Afastado de Deus, quis ser semelhante ao altíssimo. Talvés a minha primeira pergunta tenha gerado uma outra pergunta a você. Como lúcifer pode desejar algo maior do que Deus? Da mesma forma como muitos homens conseguem, olhando para si mesmo. Ao deixar de olhar para Deus, lúcifer esvaziou-se da glória de Deus. Passou a desejar uma outra glória, a glória de sim mesmo, poder em si mesmo. É impossível olhar para Deus e desejar algo além Dele, mas é possível desejar algo além Dele quando deixamos de enxergá-lo ou tê-lo. Passamos a buscar a glória dos homens através das concupiscências da carne. Da mesma forma que lúcifer, podemos também desejar sermos semelhantes a Deus. Foi essa mesma proposta que seduziu Adão e Eva ao erro. Conhecemos a história de Nabucodonosor, sabemos como Deus tratou o seu orgulho, desterrando-o de sua humanidade e o fazendo semelhante aos animais ruminantes. Após terrível experiência , humilhado, ele que o poder só pertence a Deus. A qual experiência nós cristãos estamos mais próximo no que diz respeito ao orgulho, a de nabucodonosor ou a do diabo? Afirmo que a de lúcifer! Nabucodonosor não conhecia a Deus, nós sim. Também a semelhança de lúcifer. Isso deve gerar temor em nossos corações. Para o meu espanto tenho visto alguns cristãos agirem dessa forma. Esse desejo pelo poder se revela nesses cristãos na maioria das vezes de forma sutil e não premedita e até ilusoriamente bem não tensionada,como exemplo: Ter posição para melhor servir a Deus. Queremos ter nosso trabalho reconhecido, desejamos os melhores acentos nas congregações. Queremos exercer domínio sobre outros e convencê-los de que temos prerrogativas divinas para isso. Desejamos compor as melhores canções e ter os melhores versos para persuadir a quem nos ouve no afã de sermos aplaudidos. É notória tais evidencias. não há cristão que tenha comungado da  loucura de Satanás, mas há aqueles que são persuadidos pelo mesmo veneno, o orgulho egocêntrico.  Esse veneno nos leva a viver para nós mesmo ao invés de vivermos para Deus, tornando vã a nossa maneira de viver.  quando realizo uma obra preciso me perguntar para quem a faço, se para Deus ou se para mim mesmo.  Se para o Louvor Dele ou se para o meu louvor.    Na próxima postagem quero me debruçar sobre as evidencias do genuíno serviço a Deus, motivo do tema " varredor de calçadas"

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012







Quando o salmista agradece a Deus por suas vitórias e bênçãos, ele declara: " PORQUE ELE É BOM". Não o vejo dizer "ELE É FIEL" Essa declaração me faz pensar na possibilidade de um Deus submisso e sujeito as minhas vontades. se ele me abençoa a "minha maneira", Ele é fiel. e se o que eu peço a Ele não acontecer? continua fiel? Você me dirá que sim, mas por convencionalismo e conveniência. Deus é fiel a sua palavra e seu caráter, Ele fará tudo por amor de Seu Nome! não por amor de mim!  Ele é fiel aos seus desígnios, Justiça e propósitos. Se ele perdoa um pecador que se arrepende, Ele é Fiel. Se ele lança um pecador ao inferno, Ele é Fiel! Entende? Falar da fidelidade de Deus é algo muito sério, prefiro falar nos termos da bondade de Deus. Ela me dá a idéia de um Deus livre, generoso que se inclina em sua misericórdia disposto a nos ouvir e responder...  É como um rio de Bondade criado em Deus, que jorra tanto para os que crêem quanto em parte aos que não crêem* (Os fiel podem ir até ele em suas orações). Esse rio corresponde a toda a forma de prazer realizado em Deus, do dessedentar da água ao deleite do vinho. Bondade está voltada ao prazer e não é um correlato preciso ao desígnio da fidelidade de Deus, que nem sempre envolve o prazer como nós o conhecemos e transcende em muito os nossos sentidos. Quando nossa compreensão de fidelidade de Deus se resume a realizações de prazer em nossa vida (o que é comum) e não ao Seu caráter imutável estamos deixando de lado a riqueza de enxergamos a Deus em sua plenitude. Deus é fiel ao seu caráter e não a mim, podemos viver a graça imerecida de estarmos inseridos em seus propósitos e deles nos alimentar. Sou parte e não o todo de sua fidelidade. O bem e o mal que me acontecem não podem determinar a fidelidade de Deus e nem mensurá-la, fazer isto é enganoso e pernicioso a nossa fé. Embora se saiba que todo os propósitos de Deus envolvam o seu prazer final, é preciso considerar que a finitude de nossas mentes nem sempre estão dispostas a alcançar essa verdade. Nos atemos então aquilo que é terno as nossas mentes e sigamos o exemplo dos antigo que com sabedoria em seu louvor disseram: “ PORQUE DEUS É BOM E A SUA MISERICORDIA DURA PARA SEMPRE”.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Meu namoro é da vontade de Deus?


Muitas pessoas carregam no coração uma grande dúvida com relação à vida sentimental. Ou seja, como saber se esta ou aquela pessoa é a Muitas pessoas carregam no coração uma grande dúvida com relação à vida sentimental. Ou seja, como saber se esta ou aquela pessoa é a que Deus separou para mim? Como saber se este namoro é de Deus? Venho fornecer algumas dicas a este respeito. São dicas baseadas em experiências e orientações contidas na Palavra de Deus.

1ª dica – Os Frutos - Como disse Jesus, uma boa árvore se conhece pelos frutos “Portanto, pelos seus frutos o conhecereis” (Mateus 7:20). Assim, veja se o rapaz ou a moça é um servo de Deus, analise o seu comportamento, a sua vida com o Senhor. Cuidado, pois existem muitos lobos vestidos de ovelhas. Certa vez eu namorei um rapaz e chegamos a ficar noivos. No começo ele me acompanhava no trabalho da igreja. Depois que ficamos noivos, disse que precisávamos dar um tempo da igreja e começou a querer me impedir de exercer meu ministério. Ou seja, começou a apresentar maus frutos. Eu então decidi terminar o namoro embora gostasse muito dele. Melhor fazer a vontade de Deus do que fazer a vontade dos homens, não é mesmo? Assim, ao namorar alguém precisamos verificar com atenção os seus frutos. É preciso tomar cuidado quanto a isto, pois muitas vezes, por estarmos envolvidos sentimentalmente, não prestamos a atenção neste aspecto. Criamos uma certa ilusão e nos esquecemos de analisar os frutos da pessoa. Por este motivo, analise friamente os frutos da pessoa que está se envolvendo. Veja a sua vida na igreja e especialmente em casa, se é um bom filho ou boa filha, analise também o seu comportamento profissional, etc. É muito fácil ser cristão na igreja, os verdadeiros frutos são revelados no dia a dia, nos bastidores.

2ª Dica – A paz - A Palavra de Deus diz que a “paz” deve ser o árbitro em nossos corações “Seja paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Col. 3:15). O árbitro é aquele que resolve uma questão, que direciona. Ou seja, a paz deve ser o indicativo se o relacionamento é ou não da vontade de Deus. Assim, se o namoro é algo que rouba paz, que leva a pessoa a ficar distante de Deus, que traz inquietação, perturbação, cuidado pois há algo de errado. Lutas e obstáculos sempre existirão, enfim, lutas externas e até desentendimentos esporádicos causados por diferenças de opiniões. Todavia, se o relacionamento rouba a sua paz interior, especialmente a sua comunhão com Deus é um grande indício que de o Senhor não está nesse relacionamento.

3ª dica – É paixão ou amor? - Um outro aspecto relevante é questão da diferença entre amor e paixão. Às vezes nos envolvemos numa paixão e nos machucamos achando que é amor. Paixão é algo avassalador, que nos leva a perder a razão, a lógica e até o temor de Deus. O amor, ao contrário, já é um sentimento maduro, consciente, nasce aos poucos, se desenvolve com o tempo e vai se fortalecendo diante das dificuldades. A paixão á algo passageiro, não resiste à distância, esfria, não espera. O amor, ao contrário, permanece “o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta” (I Cor. 13:07). O amor sabe esperar o momento certo para o sexo (o casamento). A paixão não, pois é pura emoção. Para exemplificar esta questão, cito, como exemplo, o sentimento de Amnon por Tamar (II Samuel 13) e o sentimento de Jacó por Raquel (Gênesis 29). Amnon se apaixonou por Tamar, sua irmã. Após ter tido relações sexuais com ela, a deixou friamente. Quantos jovens abandonam moças grávidas após satisfazer os seus desejos sexuais?! Jacó, por sua vez, amou a Raquel e o seu amor o fez esperar 7 anos até finalmente tê-la em seus braços. Além disso, trabalhou mais 7 anos para poder estar ao lado de sua amada definitivamente.

4ª dica – Enriquecimento – A Palavra de Deus afirma que a benção do Senhor enriquece e não acrescenta dores (Prov. 10:22). O namoro que é da vontade de Deus traz um enriquecimento mútuo. Ou seja, traz um enriquecimento na área espiritual, profissional, familiar, etc. Deus que ama e cuida de nós certamente colocará alguém em nosso caminho que nos abençoe, que tenha algo de bom a acrescentar em nossa vida, que nos ajude a dar continuidade aos nossos sonhos. Lamento muito quando vejo jovens se envolvendo sentimentalmente com pessoas que nada têm a acrescentar em suas vidas. Ao contrário, são pessoas que surgem para roubar a paz, o futuro e para trazer dor e destruição. O namoro, em caso como estes, se torna um verdadeiro sofrimento.

5ª dica – Convicção – Jesus certa vez disse que a palavra do cristão tem de ser sim, sim ou não, não e que tudo o que passar disso é de procedência do maligno (Mateus 5:37). Neste caso, o namoro aprovado por Deus é algo certo, definido e não indeciso. Quando o relacionamento é envolto por inseguranças e incertezas, algo está errado e precisa ser revisto, pois a dúvida não procede de Deus. Por isso, ao relacionar-se sentimentalmente com alguém é preciso pedir ao Senhor a confirmação sobre o namoro. Se não houver certeza, ore bastante e busque a direção de Deus e se preciso for, abra mão do relacionamento antes que alguém se machuque. Jamais se relacione com alguém sem que haja essa confirmação, essa convicção sobre os seus sentimentos. Entenda que um casamento é para toda vida. Afinal de contas, você está namorando pensando no futuro, fazendo planos para formar uma família. Se a sua visão é apenas ficar, passar o tempo, reavalie profundamente os seus conceitos, pois este não é o plano de Deus para o namoro.
Aos solteiros, aconselho a que não se atemorizem com o tempo, pois vale a pena esperar em Deus. E como descrito em Eclesiastes 3, existe um tempo determinado para todo propósito debaixo do céu. Assim, o melhor a fazer é buscar a Deus, crescer espiritualmente e profissionalmente. Enfim, adquirir maturidade em todos os aspectos para que quando chegar o tempo de construir uma família, você possa ter uma estabilidade espiritual, emocional e material.que Deus separou para mim? Como saber se este namoro é de Deus? Venho fornecer algumas dicas a este respeito. São dicas baseadas em experiências e orientações contidas na Palavra de Deus.

1ª dica – Os Frutos - Como disse Jesus, uma boa árvore se conhece pelos frutos “Portanto, pelos seus frutos o conhecereis” (Mateus 7:20). Assim, veja se o rapaz ou a moça é um servo de Deus, analise o seu comportamento, a sua vida com o Senhor. Cuidado, pois existem muitos lobos vestidos de ovelhas. Certa vez eu namorei um rapaz e chegamos a ficar noivos. No começo ele me acompanhava no trabalho da igreja. Depois que ficamos noivos, disse que precisávamos dar um tempo da igreja e começou a querer me impedir de exercer meu ministério. Ou seja, começou a apresentar maus frutos. Eu então decidi terminar o namoro embora gostasse muito dele. Melhor fazer a vontade de Deus do que fazer a vontade dos homens, não é mesmo? Assim, ao namorar alguém precisamos verificar com atenção os seus frutos. É preciso tomar cuidado quanto a isto, pois muitas vezes, por estarmos envolvidos sentimentalmente, não prestamos a atenção neste aspecto. Criamos uma certa ilusão e nos esquecemos de analisar os frutos da pessoa. Por este motivo, analise friamente os frutos da pessoa que está se envolvendo. Veja a sua vida na igreja e especialmente em casa, se é um bom filho ou boa filha, analise também o seu comportamento profissional, etc. É muito fácil ser cristão na igreja, os verdadeiros frutos são revelados no dia a dia, nos bastidores.

2ª Dica – A paz - A Palavra de Deus diz que a “paz” deve ser o árbitro em nossos corações “Seja paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Col. 3:15). O árbitro é aquele que resolve uma questão, que direciona. Ou seja, a paz deve ser o indicativo se o relacionamento é ou não da vontade de Deus. Assim, se o namoro é algo que rouba paz, que leva a pessoa a ficar distante de Deus, que traz inquietação, perturbação, cuidado pois há algo de errado. Lutas e obstáculos sempre existirão, enfim, lutas externas e até desentendimentos esporádicos causados por diferenças de opiniões. Todavia, se o relacionamento rouba a sua paz interior, especialmente a sua comunhão com Deus é um grande indício que de o Senhor não está nesse relacionamento.

3ª dica – É paixão ou amor? - Um outro aspecto relevante é questão da diferença entre amor e paixão. Às vezes nos envolvemos numa paixão e nos machucamos achando que é amor. Paixão é algo avassalador, que nos leva a perder a razão, a lógica e até o temor de Deus. O amor, ao contrário, já é um sentimento maduro, consciente, nasce aos poucos, se desenvolve com o tempo e vai se fortalecendo diante das dificuldades. A paixão á algo passageiro, não resiste à distância, esfria, não espera. O amor, ao contrário, permanece “o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta” (I Cor. 13:07). O amor sabe esperar o momento certo para o sexo (o casamento). A paixão não, pois é pura emoção. Para exemplificar esta questão, cito, como exemplo, o sentimento de Amnon por Tamar (II Samuel 13) e o sentimento de Jacó por Raquel (Gênesis 29). Amnon se apaixonou por Tamar, sua irmã. Após ter tido relações sexuais com ela, a deixou friamente. Quantos jovens abandonam moças grávidas após satisfazer os seus desejos sexuais?! Jacó, por sua vez, amou a Raquel e o seu amor o fez esperar 7 anos até finalmente tê-la em seus braços. Além disso, trabalhou mais 7 anos para poder estar ao lado de sua amada definitivamente.

4ª dica – Enriquecimento – A Palavra de Deus afirma que a benção do Senhor enriquece e não acrescenta dores (Prov. 10:22). O namoro que é da vontade de Deus traz um enriquecimento mútuo. Ou seja, traz um enriquecimento na área espiritual, profissional, familiar, etc. Deus que ama e cuida de nós certamente colocará alguém em nosso caminho que nos abençoe, que tenha algo de bom a acrescentar em nossa vida, que nos ajude a dar continuidade aos nossos sonhos. Lamento muito quando vejo jovens se envolvendo sentimentalmente com pessoas que nada têm a acrescentar em suas vidas. Ao contrário, são pessoas que surgem para roubar a paz, o futuro e para trazer dor e destruição. O namoro, em caso como estes, se torna um verdadeiro sofrimento.

5ª dica – Convicção – Jesus certa vez disse que a palavra do cristão tem de ser sim, sim ou não, não e que tudo o que passar disso é de procedência do maligno (Mateus 5:37). Neste caso, o namoro aprovado por Deus é algo certo, definido e não indeciso. Quando o relacionamento é envolto por inseguranças e incertezas, algo está errado e precisa ser revisto, pois a dúvida não procede de Deus. Por isso, ao relacionar-se sentimentalmente com alguém é preciso pedir ao Senhor a confirmação sobre o namoro. Se não houver certeza, ore bastante e busque a direção de Deus e se preciso for, abra mão do relacionamento antes que alguém se machuque. Jamais se relacione com alguém sem que haja essa confirmação, essa convicção sobre os seus sentimentos. Entenda que um casamento é para toda vida. Afinal de contas, você está namorando pensando no futuro, fazendo planos para formar uma família. Se a sua visão é apenas ficar, passar o tempo, reavalie profundamente os seus conceitos, pois este não é o plano de Deus para o namoro.
Aos solteiros, aconselho a que não se atemorizem com o tempo, pois vale a pena esperar em Deus. E como descrito em Eclesiastes 3, existe um tempo determinado para todo propósito debaixo do céu. Assim, o melhor a fazer é buscar a Deus, crescer espiritualmente e profissionalmente. Enfim, adquirir maturidade em todos os aspectos para que quando chegar o tempo de construir uma família, você possa ter uma estabilidade espiritual, emocional e material.

Fonte: sexocristão.com

domingo, 23 de janeiro de 2011

Conflito entre ciência e fé


O que é científico e o que não é científico? Os parâmetros para decidir essa questão não são estabelecidos pelo próprio homem? Quem não quer saber nada de Deus tentará negar Sua existência usando a ciência. Mas é justamente a ciência que chega aos seus limites diante da grandeza de Deus.

O homem cria sua própria imagem de Deus por não aceitar o Deus da Bíblia, pois este o acusa de pecado e não minimiza os erros humanos. Em uma edição da Schweizerische Kirchenzeitung (Jornal Eclesiástico Suíço), o teólogo Bernd Ruhe manifesta sua irritação com a certeza de salvação dos crentes e sua “maneira anticientífica de lidar com a Bíblia”. Sua “concepção dualista sobre o homem e o mundo” andaria de mãos dadas com uma “visão de Deus francamente monstruosa e repugnante”: para eles, Deus seria tão grande porque consideram o homem muito pequeno. Assim, Jesus seria o guia em um mundo “perdido”, “escuro” e “confuso”, onde o diabo dita as regras.

É lamentável que afirmações como essas partam de um teólogo, que deveria conduzir as pessoas às verdades da Bíblia ao invés de impedi-las de se aprofundar no que o Senhor ensina. Afinal, o que é científico e o que não é? Será que é científico não crer na segurança da salvação, que a Bíblia ensina tão claramente? Na Primeira Epístola de João lemos: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1 Jo 5.13). Devemos nos relacionar com a Bíblia cientificamente ou através da fé? Até agora a ciência séria sempre teve de dar razão à Bíblia; a verdade bíblica, porém, não cai por terra ou se mantém por causa da aprovação da ciência. Será anticientífico Deus ser tão grande e o homem tão pequeno? Ou a ciência alcança seus limites com tanta freqüência justamente porque Deus e Sua obra são tão grandes?

É anticientífico Jesus ser o Guia para um mundo que vive na escuridão, um mundo perdido e confuso, em que o diabo domina os homens? O pecado no coração humano, sua tendência ao egoísmo e para o mal podem ser explicados cientificamente? E a morte, a ressurreição e a ascenção de Jesus? Elas são científicas, anticientíficas ou simplesmente divinas? O homem busca desculpas pseudocientíficas para esconder-se por trás delas, pois teme a Palavra de Deus. Nesse sentido, nada mudou desde o primeiro casal de seres humanos no Éden. Pois Adão já disse a Deus: “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (Gn 3.10).

Louis Pasteur, notável médico e cientista francês, reconheceu justamente através da ciência que a Bíblia tem razão. Ele escreveu: “É em nome da ciência que proclamo a Jesus Cristo como Filho de Deus. Minha concepção de ciência, que valoriza muito a relação entre causa e efeito, simplesmente me obriga a reconhecê-lO. Minha necessidade de adorar encontra em Jesus sua mais plena satisfação” (Nimm dir einen Augenblick Zeit, H. Bruns).

A ciência, corretamente aplicada, pode servir a Deus. Mas quando é usada contra Deus ela prejudica os seres humanos. Pois é a Bíblia que produz o verdadeiro conhecimento. Há milênios as profecias bíblicas cumprem-se com exatidão única. Por exemplo, a criação de um novo Estado de Israel foi cumprimento de profecias bíblicas. Hoje podemos ver e acompanhar a realização das profecias de Jesus sobre o restabelecimento do Estado de Israel, sobre Sua volta e os sinais a ela relacionados. Os alegados “erros científicos” da Bíblia acabam sendo revisados constantemente e passam a ser considerados corretos. Muitos foram, na verdade, antecipações de descobertas que o homem só veio a fazer mais tarde. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o reconhecimento de que a terra está suspensa no espaço. A respeito, já lemos no livro de Jó: “Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada” (Jó 26.7). Os resultados das pesquisas arqueológicas e históricas também confirmam continuamente as declarações bíblicas. Por fim, há ainda o misterioso poder que a Bíblia exerce sobre as pessoas. Quem atende ao que as Sagradas Escrituras ensinam é transformado totalmente, sendo renovado de maneira completa. Lemos na Primeira Epístola de Pedro: “Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas da incorruptível, mediante a Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pe 1.23). Apenas aqueles que não crêem no que a Bíblia diz em seu texto original, inspirado por Deus, é que lidam de maneira realmente anticientífica com a Palavra do Eterno! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Homens comprometidos com Deus, homens que influenciam


Jesus diz: “Baseie sua vida em mim e você permanecerá. Sua vida será bem sucedida. Você vai permanecer mesmo depois de tudo o mais passar. Mas ignore-me, escolha um estilo de vida alternativo baseado numa outra convicção e, por mais que tente, você fracassará. Sua acumulação de riquezas será varrida e destruída. Em contrapartida, a tristeza será seu destino”.

Jesus nos mostra que o espiritual é mais significativo que o físico, que o eterno suplanta o temporal e que o certo vence o errado. Ele provou que o amor conquista a ira e que dar é um antídoto à ganância. Dele aprendemos que a alegria vencerá a tristeza. Ele é digno de nossa fé, digno de nossa obediência e provará a verdade de suas palavras no dia de sua vinda. Podemos nos dedicar a ele sem medo e sem risco. Seja qual for o custo que pagamos hoje para agir assim, isso será mais do que compensado por ele mais tarde, quando nos unirmos a ele em sua ressurreição vitoriosa chamada vida eterna. Ele é Senhor, devemos estar determinados a segui-lo e a obedecer-lhe.

Em 1998, milhares de argentinos foram mortos de maneira cruel por inundações que se abateram sobre comunidades residenciais. Aquelas casas nas quais eles viviam eram seus lares. Eles se casaram ali; criaram seus filhos ali. Trabalharam ali. Aquele era seu lugar de segurança. Mas, infelizmente, para cerca de 30 mil pessoas, elas construíram sua casa no lugar errado. A comunidade internacional ficou chocada com esse horrível incidente. Muitos ofereceram assistência para a recuperação daquela área e daquelas pessoas desabrigadas. Mas ninguém pôde trazer aquelas vidas de volta; ninguém pôde voltar o relógio para retificar a decisão de construir aquelas casas no lugar errado. E, francamente, mesmo se pudéssemos ter uma máquina do tempo que nos levasse de volta para caminhar pelas ruas daquelas comunidades rurais, creio que quase ninguém prestaria atenção.

É impressionante ver o movimento estabelecido por pessoas que seguem pessoas perdidas. Uma pessoa constrói uma casa na encosta de uma montanha, sem dar atenção para a possibilidade de erosão produzida por uma chuva muito forte, e logo outros a seguem. Num primeiro momento, uma família fica sozinha por muito tempo, mas, depois, outra família constrói no mesmo lugar, duas levam a três, três, a uma dúzia, e uma dúzia, a uma comunidade. Então, naquele dia fatal, quando a chuva cai e a encosta fica saturada de água, fica evidente a derradeira verdade de que aquelas casas foram mal construídas. Podemos enganar as leis físicas durante algum tempo, mas não permanentemente. Muito mais verdadeiro é o fato de que não podemos fugir da lei espiritual de Deus. Jesus, o supremo Arquiteto do universo, o Criador de tudo o que vemos, o Salvador de nossas próprias almas, advertiu-nos claramente nessa passagem do evangelho de Lucas. Ele chama todos nós a que o consideremos em todos os aspectos da vida, não apenas que creiamos nele para alcançar a vida eterna. Ele quer que baseemos nossa vida nele como o único fundamento verdadeiro para uma vida bem-sucedida.

Vamos dar ouvidos a ele? Como homens do Mestre, temos a oportunidade de exceder os limites da vida comum de nossos contemporâneos. Temos o privilégio de conhecer a Cristo intimamente e segui-lo não apenas rumo a um futuro glorioso, mas no desenvolvimento de uma vida eficaz hoje.

Ele nos chama a erguermos nossos olhos acima da matéria mundana que tende a nos preocupar, rumo a uma visão muito maior de profunda santificação pessoal, um panorama de beleza baseado na realidade de que podemos viver de maneira bem-sucedida, segura, sintonizados com ele.

Ele nos capacitará a vencer a tentação. Ele nos dará um propósito especial na vida. Ele graciosamente nos dará descanso no meio de nossas lutas. Ele também nos fará membros importantes de sua equipe. Trabalhando por meio de nós, o Mestre nos capacitará a fazer uma diferença eterna na vida de nossos vizinhos. Suas ideias nos estimularão a desenvolver novos e eficazes métodos de abordar as necessidades de nosso mundo em constante mutação. Sua graça, fluindo por meio de nós, nos capacitará a diminuir os níveis de condenação que cresceram ao redor de nós a partir de um mundo religioso que menospreza aqueles que sabem como desfrutar de sua liberdade em Cristo. Nosso Salvador é o criador do universo. Ele criou todos nós, o que o capacita e nos dar a orientação específica de que precisamos no meio de decisões difíceis. Ele também nos capacita a viver de maneira ética no meio de uma era corrupta. Ele também permite que nos tornemos homens de influência. Mas tudo se resume a uma coisa: vamos nos comprometer com esse glorioso estilo de vida?

Fonte: Homensdapromessa.com

Além do que os olhos podem ver

"Ouvia-se uma a voz dele eu sua mísica,Do gemido de trovão pela canção de um lindo pássaro da noite." (Percy Bysshe Shelley (1792-1822)


No dia 24 de março de 1820, em um pequeno interior em Putnam County, Nova Iorque, John e Marcy Crosby foram abençoados com sua terceira filha, Frances Jane. Marcy tinha apenas 20 anos de idade quando Frances Nasceu. Essa família era uma família amorosa e forte de raízes puritano. O Bisavô desta menininha, que era bem conhecido como “Fanny,” havia lutado na revolução. E também tinha outro parente, Enoch Crosby, que mais tarde se tornou um dos heróis nas histórias de romance clássicos de James Fenimore Cooper. Alguns parentes mais distantes foram acadêmicos que haviam ajudado a fundar a universidade de Harvard. Como um autor descreveu, Fanny Crosby foi de “"sturdy New England stock." Uma menina de uma colônia bem educada!

Com apenas seis semanas de idade, Fanny desenvolveu um infecção nos olhos. Uma pessoa que se dizia médico passou para ele um tipo de remédio caseiro para passar eu seus olhos. Contudo, a infecção não desapareceu, o tratamento deixou cicatrizes nos olhos dela, deixando a cega pelo resto de sua vida. Ela, portanto, era capaz de detectar a luz, assim podia distinguir entre dia e noite. Quando ela tinha apenas um ano aconteceu outra tragédia em sua vida, o seu pai faleceu, o qual deixou sua mãe viúva com 21 anos. Forçando o a cuidar dos quatro filhos, três meninas e um menino, Marcy começou a trabalhar como empregada doméstica. Assim, os seus filhos passaram a serem cuidados por sua Avó, a Eunice Crosby.

Fanny desenvolveu uma relação muito próxima com sua avó. As duas eram inseparáveis, agora ela era se tornou a “luz do mundo” para sua netinha. Ela passava horas junta na campina com Eunice vividamente descrevendo a beleza da criação de Deus todas ao redor delas. Ele também lia bíblia para Fanny, e explicava para ela o valor da oração e o relacionamento com Deus. Não demorou muito, descobriram que a menininha tinha memória fenomenal e memorizava quase tudo que liam para ela. Com 10 anos de idade ele repetia sem erro, todo o Pentateuco, os quatro evangelhos, vários salmos, todos os provérbios, e todo o livro de Rute e cantares de Salomão. Quando ela já estava no fim declarou, “ A bíblia sagrada nutriu toda minha vida.”

Fanny recusava a se sentir triste por causa de sua cegueira, ela não deixou que isso a impedisse a ter uma vida cheia de atividade. Ela escreveu, “eu escalei arvores como um esquilo e a cavalo sem sela.” Ela na verdade agradecia a Deus por sua cegueira, pois ele sentia que isso contribuiu a ela com grandes dons espirituais. Ela escreveu "Parece ter sido providência divina o fato de eu ter ficado cega toda minha vida, e eu agradeço a Deus por isso. Se me fosse oferecida visão terrena amanhã, eu não aceitaria. Talvez eu não cantasse hinos para louvar a Deus se eu ficasse distraída com as coisas belas e interessantes sobre mim." Quando ela tinha apenas 8 anos escreveu o seguinte poema:

O, Como sua uma criança feliz, apesar de não poder ver!

Eu resolvi que nesse com alegria vou viver!

Quantas bênçãos tenho que outros não!

Chorar ou até desejar muito, pois sou cega,eu não posso eu não poderei!

Quando Fanny tinha nove anos, a família deixou para trás a antiga propriedade e mudou-se para Ridgefield, Connecticut. Ela iria viver lá os próximos seis anos, desenvolvendo um relacionamento bem próximo com sua senhoria, a Mrs. Hawley, que era da família do conhecido Senador Hawley. Foi lá também que ela conheceu Sylvester Main, o homem cujo mais tarde iria compor as músicas dos seus melhores hinos. Só algumas semanas antes do seu aniversário de 15 anos, no dia 3 de março de 1835, Fanny foi para a Cidade de Nova Iorque onde ela se tornou estudante no instituto para cego em Nova Iorque. Ela era uma aluna fubulosa e adorava todas as aulas.... exceto uma matéria! Sobre esse matéria ela escreveu:

Eu detesto, odeio, me deixa doente em ouvir a palavra – Aritmética!

Um e três : Trindade




Isaías 44:6: “Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus”.


O Antigo Testamento insiste constantemente na afirmação de que há somente um Deus, o Criador que se revela a si mesmo, que deve ser cultuado e louvado com exclusividade (Dt 6.4-5; Is 44.6–45.25). O Novo Testamento concorda (Mc 12.29-30; 1Co 8.4; Ef 4.6; 1Tm 2.5), mas fala de três agentes pessoais, Pai, Filho e Espírito Santo, que operam juntos para realizar a salvação (Rm 8; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13-14; 1Pe 1.2). A formulação histórica da Trindade (do latim trinitas , que significa “estado de ser três”) não é uma tentativa de explicá-la, propósito que estaria além da nossa capacidade. Apenas oferece limite e salvaguarda aos nossos pensamentos a respeito desse mistério, que nos confronta, talvez, com o mais difícil pensamento que a mente humana pode elaborar. Não é fácil de entender, mas é verdadeiro.

A doutrina surge dos fatos históricos da redenção registrados e explicados no Novo Testamento, Jesus orou a seu Pai e ensinou a seus discípulos a fazerem o mesmo. Contudo, Jesus os convenceu de que era pessoalmente divino. Crer na sua divindade e no seu direito de receber culto e orações é básico para a fé no Novo Testamento (Jo 20.28-31; conforme 1.1-18; At 7.59; Rm 9.5; 10.9-13; 2Co 12.7-9; Fp 2.5-6; Cl 1.15-17; 2.9; Hb 1.1-12; 1Pe 3.15). Jesus prometeu enviar outro “Consolador” ou “Parácleto” (do grego; ver nota no texto de Jo 14.16, [abaixo]), para continuar sua obra como primeiro Ajudador (Jo 14.16-17). Um “Parácleto” é um advogado, ajudador, aliado e sustentador (Jo 14.26; 15.26-27; 16.7-15). O Ajudador prometido é o Espírito Santo, que desceu no pentecostes para cumprir o seu Ministério. Desde o início, ele foi reconhecido como a terceira Pessoa divina; mentir a ele – disse Pedro não muito depois do Pentecoste – é mentir a Deus (At 5.3-4).

Cristo prescreveu o batismo “em nome (singular: um Deus, um nome) do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” – três Pessoas que são um único Deus a quem os cristãos se dedicam (Mt 28.19). Do mesmo modo, encontramos as três Pessoas no relato do próprio batismo de Jesus; o Pai reconheceu o Filho, e o Espírito mostrou sua presença na vida e ministério do Filho (Mc 1.9-11). A bênção de 2Co 13.14 é trinitariana, como o é a oração por graça e paz do Pai, do Espírito, e de Jesus Cristo, em Ap 1.4-5. João inclui o Espírito entre o Pai e o Filho só porque ele ensina que o Espírito é divino no mesmo sentido em que o Pai e o Filho o são. Estes são alguns dos mais notáveis exemplos do ensino trinitariano no Novo Testamento. Embora a linguagem técnica da teologia posterior não se encontre no Novo Testamento, a fé e o pensamento trinitarianos estão presentes em todas as suas páginas. Nesse sentido, a Trindade, é uma doutrina bíblica.

Basicamente, a doutrina é que a unidade do Deus único é complexa. As três “substâncias” pessoais, como são chamadas, são centros coiguais e coeternos de autoconsciência, sendo cada um um “Eu” em relação aos outros dois, que são “Vós”, cada um possuindo a plena essência divina de Deus, a existência específica que pertence só a Deus. Deus não é uma só pessoa que desempenha três papéis separados; este é o erro denominado “modalismo”; nem são três deuses que apenas parecem ser um por atuarem sempre juntos. Isso é “triteísmo”. O teólogo B. B. Warfield coloca o problema de modo simples: “Quando dizemos estas três coisas – que não há senão um só Deus que o Pai, o Filho e o Espírito, cada um é Deus; que o Pai, o Filho e o Espírito, cada um é uma pessoa distinta – então enunciamos a doutrina da Trindade em sua inteireza”. Isso sumariza o que foi revelado através das palavras e obras de Jesus e é a realidade que subjaz à salvação do Novo Testamento.

Praticamente falando, a doutrina da Trindade exige que demos honra ao igual a cada uma das três Pessoas na unidade do Deus único. Além do mais, conhecer essa doutrina estabelece fé pessoal e enriquece não menos o forte senso de unidade com outros cristãos.


Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra, Nota Teológica, página 837.

Guerra no Oriente Médio


Os livros proféticos da Bíblia mostram com muita clareza que no futuro haverá guerras destruidoras. Os acontecimentos no Oriente Médio assumem proporções cada vez mais assustadoras. Percebe-se que nos aproximamos do Apocalipse vindouro.

Em Mateus 24.7-8 o Senhor Jesus profetizou: “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (Mateus 24.7-8).

As ameaças públicas do presidente iraniano de riscar Israel do mapa, juntamente com suas intenções de produzir bombas atômicas, que poderão ser lançadas sobre o Estado judeu através de mísseis, cujo alcance inclui até mesmo partes da Europa, são assustadoras. Também o presidente da Síria, Bashar el-Assad, não descarta uma guerra com Israel e, segundo declarações próprias, prepara-se para essa situação: “Contamos com uma agressão israelense. Todos sabem que Israel é militarmente poderoso e apoiado diretamente pelos Estados Unidos. Qualquer um defenderia seu país caso seja ameaçado por um ataque”, afirmou Assad. “Devemos estar sempre preparados”.[1]

Ao mesmo tempo, a Rússia fornece mísseis antiaéreos ao Irã e está reequipando militarmente a Síria. O ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov, tentou amenizar essa realidade dizendo que as armas russas entregues ao Irã são destinadas apenas para a defesa do país.

O Departamento de Defesa dos EUA ordenou a diversos navios, já há meses, que se mantivessem diante das águas iranianas. Segundo diversos observadores, a presença do porta-aviões “USS Enterprise” entre esses navios indica a possibilidade de que logo haverá uma guerra com o Irã.

“Armagedom”, a luta final dos povos, ganha cada vez mais atualidade através da situação ameaçadora no Irã. O programa nuclear iraniano avança a pleno vapor e as ameaças a Israel são altas demais para serem desconsideradas.

Com relação ao Irã, o analista Charles Krauthammer teme até mesmo pela “sobrevivência da humanidade”. Ele escreveu na revista “Time”: “Se falharmos em evitar que esses fanáticos apocalípticos obtenham armas nucleares, não haverá mais retorno”. Além disso, ele afirma que os preparativos ideológicos para um ataque ao Irã são inquestionáveis.[2]

A seguir, lemos o que Deus disse a respeito, através do Seu conhecimento antecipado dos eventos: “Palavra do Senhor que veio a Jeremias, o profeta, contra Elão, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que eu quebrarei o arco de Elão, a fonte do seu poder. Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu e os espalharei na direção de todos estes ventos; e não haverá país aonde não venham os fugitivos de Elão. Farei tremer a Elão diante de seus inimigos e diante dos que procuram a sua morte; farei vir sobre os elamitas o mal, o brasume da minha ira, diz o Senhor; e enviarei após eles a espada, até que venha a consumi-los. Porei o meu trono em Elão e destruirei dali o rei e os príncipes, diz o Senhor. Nos últimos dias, mudarei a sorte de Elão, diz o Senhor” (Jeremias 49.34-39).

Elão está localizado no sudoeste do Irã e muitos analistas supõem que se trata da região em que são produzidos os mísseis para transporte de ogivas nucleares. • Em minha opinião, as afirmações sobre Elão referem-se aos tempos finais, conforme mostra o último versículo: “Nos últimos dias, mudarei a sorte de Elão, diz o Senhor”. Aparentemente, Elão voltará a ter um papel importante “nos últimos dias”. O antigo Império Persa (Irã), que após sua queda permaneceu inativo durante milênios, será atingido “nos últimos dias” por um juízo, mas sua sorte será finalmente mudada. Parece que isso acontecerá nos tempos finais.

• “Eu quebrarei o arco de Elão, a fonte do seu poder” (v. 35). A Edição Almeida Corrigida Fiel diz: “o principal do seu poder”. Evidentemente, Deus fala através do Seu profeta usando expressões comuns daquela época. Sem dúvida, ao invés de “arco”, hoje poderíamos dizer “míssil”. Pois esse é, justamente, o “principal do poder” do Irã em nossos dias. Uma notícia dizia: “Mamouhd Ahmadinejad, o presidente do Irã, declarou que seu país tem capacidade nuclear. Ele se vangloria da tecnologia de enriquecimento de urânio e manda testar mísseis do tipo Kowsar (um dos rios do Paraíso segundo a descrição muçulmana – N.T.)”.[3]

• “Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu” (v. 36). Os quatro ventos representam os quatro pontos cardeais e, portanto, o conjunto de todas as nações. Atualmente, é a comunidade mundial (a ONU) que está tratando do problema do armamento nuclear iraniano. Ainda não há concordância sobre qual deverá ser a forma de agir, mas isso poderá mudar rapidamente. Parece que ainda os quatro ventos estão sendo segurados, mas num momento eles serão soltos. Li a respeito: “O Ocidente não acredita em Ahmadinejad e também Moscou está ficando mais cética. Teerã, porém, ultrapassa os sinais de alerta, enfrentando o chefe da Comissão de Energia Nuclear... Atualmente, o Irã ameaça o equilíbrio e está se alçando à posição de potência nuclear agressiva. O Conselho de Segurança não poderá aceitar essa situação. Entretanto, mesmo que não haja concordância, a Europa e os EUA estarão em condições de aplicar medidas dolorosas. Uma coisa deve ficar clara para Teerã: o Ocidente não pode aceitar uma ameaça atômica”.4 Que a Rússia, por um lado, fornece mísseis antiaéreos ao Irã e, por outro lado, encara esse país com ceticismo, amplia as possibilidades de um ataque. Além disso, estão em jogo grandes somas de dinheiro!

No livro do profeta Daniel também aparecem esses “quatro ventos”: “Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar” (Daniel 7.2-3). Esse texto refere-se aos quatro impérios dos animais, que se unirão no último império mundial e com o governante mundial anticristão (veja Ap 13). Vemos que Deus, o Senhor, continua detendo o controle de tudo, conforme diz Apocalipse 7.1: “Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma” (Apocalipse 7.1).

• No caso de um ataque ao Irã patrocinado pe la ONU, haveria um enorme fluxo de refugiados, de modo que “...não haverá país aonde não venham os fugitivos de Elão. Farei tremer a Elão diante de seus inimigos...” (vv. 36b-37a).

• Então o Senhor estabelecerá Seu trono em Elão e reinará. E, finalmente, a sorte de Elão será mudada, pois, onde o Senhor governa sempre ocorrem mudanças: “Porei o meu trono em Elão e destruirei dali o rei e os príncipes, diz o Senhor. Nos últimos dias, mudarei a sorte de Elão, diz o Senhor” (vv. 38-39).

Ninguém pode dizer com certeza em que período ocorrerá essa guerra e até onde ela se espalhará. É certo, porém, que, cedo ou tarde, também essa profecia bíblica se cumprirá. Deus, o Senhor, é poderoso: Ele segura firmemente o leme do “navio mundial” e dirá a última palavra. Certamente ouviremos cada vez mais sobre “guerras e rumores de guerras”, porque as ameaças entre os povos aumentarão constantemente. Por isso, “temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2 Pedro 1.19). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Que Deus nos abençoe
Norbert Lieth

A intimidade do casal de namorados



É comum que um casal de namorados concorde com qualquer conceito que favorece o relacionamento deles. Mas, se algo dificulta usufruir do grande amor que um tem pelo outro, então isso não é bem-vindo, mesmo que venha da Bíblia e de Deus. Os apaixonados são cúmplices, se entendem muito bem e acham que ninguém é capaz de compreender a dimensão do amor que têm.
Alguns casais acham que ter relações sexuais no namoro, é um meio de se conhecerem melhor e provarem o amor mútuo, mesmo que esse seja um argumento simplista demais. Pelo fato de namorarem a alguns meses, acham que “se conhecem muito bem”. Muitos quando começam o namoro, não concordam com isso, mas, como “o amor é cego”, com o tempo esse pensamento cai por terra. Os anticoncepcionais facilitam essa prática.
Quando o casal está de acordo, essa aventura se concretiza facilmente. Porém, o que muitos não sabem é que na hora mais esperada as coisas não acontecem como imaginadas. A falta de experiência, o sentimento de culpa, o medo de serem descobertos e a necessidade de manterem o fato escondido, se torna um tormento e não um prazer. Sem falar na possibilidade de uma gravidez indesejada e possíveis doenças sexualmente transmissíveis. E aí, aquilo que poderia ser um prazer, pode se tornar um terror que poderá permanecer por toda a vida, pois a consciência é a única namorada da qual jamais poderemos nos livrar. Quanto à falta de experiência, ninguém precisa treinar para isso, ela acontece naturalmente no casamento. Os órgãos genitais não se atrofiam e facilmente se ajustam, pois são feitos de músculos.
A chamada “prova de amor” com o sexo antes do casamento, é exatamente falta de amor. A Bíblia diz que “o amor não pratica o mal contra o próximo” (Rm 13.10). E o sexo no namoro é um mal a si e ao próximo, pelas razões já citadas e tantas outras. A desconfiança paira na relação. Se ele e ela não foram capazes de esperar até o casamento, poderão suportar um caso dentro casamento? Se não foram capazes de dizer “não” antes do casamento, qual será a resistência para não dizerem um outro “sim” fora do casamento? Que modelo darão aos filhos ao ensinarem os bons princípios de conduta nessa área? É claro que Deus perdoa esse pecado, mas a cicatriz fica.

A intimidade do casal deve ser no coração, não nos órgãos genitais com carícias e relações sexuais. Um casal de namorados que não desenvolve uma verdadeira amizade, se torna mais vulnerável, mesmo depois do casamento. O calor da paixão na adolescência é pouco consistente como prova para os anos seguintes. Essa é uma fase de mudanças rápidas no corpo e nas emoções. Sabe-se que um adolescente pode se apaixonar em média até cinco vezes antes de completar vinte anos. Cada um deve se guardar para aquela pessoa com a qual se viverá por toda a vida depois do casamento.

Volto a citar os anticoncepcionais, para dizer que eles não fazem bem para uma menina adolescente. Por impedir a ovulação, eles alteram o ciclo menstrual, podendo até provocar esterilidade. Se o uso de pílulas acontecer por muito tempo, a moça poderá ter sua menstruação completamente interrompida, exigindo um complexo tratamento posterior. Em nome do amor paixão, não compensa abusar do próprio corpo com pílulas e práticas sexuais com uma pessoa que você não tem aliança com ela. A satisfação de alguns minutos não podem superar a tortura de dias, meses e anos pela frente. Por mais que se queira negar, é impossível viver em paz no pecado.
As implicações das intimidades físicas no namoro são muito abrangentes. Os pais não concordam e sofrem com elas na vida de seus filhos. Que amor é esse que provoca lágrimas quentes no rosto de uma mãe e de um pai com uma filha que perdeu a virgindade com o namorado, ou com uma gravidez inesperada? Que pai ou mãe se orgulha de ter um filho com fama de garanhão? Quem gostaria de conviver com lembranças indesejadas quando na cama com seu cônjuge e lembrar de outras relações sexuais com uma pessoa que faz parte do passado?

Enquanto escrevo esta página, estou completando 29 anos de namoro com minha esposa. Ela foi minha primeira namorada e eu fui seu primeiro namorado. Éramos adolescentes quando começamos o namoro, sem experiências e muitas instruções, mas Deus nos preservou maravilhosamente com sua graça. Eu tenho dito que não temeria mostrar literalmente o filme de nosso namoro para ninguém. É verdade que tivemos nossos momentos quentes de emoções fortes, mas nada que nos comprometesse à luz dos padrões de Deus revelados em sua Palavra, a Bíblia. O que nos ajudou a ter um namoro positivo, foi o nosso compromisso com Deus e o seu Reino. Sempre fomos envolvidos com a obra do Senhor, líamos a Bíblia e orávamos juntos. Isso certamente fez a diferença.

Estou escrevendo sobre a intimidade dos namorados, mas não posso deixar de mencionar a importância da intimidade dos pais com seus filhos. Não tenho dúvidas em afirmar que muitos namoros indecorosos são reflexos de filhos carentes de afeto e amor por parte de seus pais. Todos nós temos uma espécie de balão emocional. Os pais são os primeiros responsáveis em manter esse balão cheio na vida de seus filhos. Isso acontece na vida comum do lar, com palavras, ações e reações. Quando a criança cresce e chega à adolescência com esse balão vazio, ela se torna presa fácil em uma paquera e pouco se faz necessário para ela se entregar incondicionalmente a alguém, devido o vazio que precisa ser preenchido. Antes de qualquer outra coisa, o jovem quer amizade, afeto, respeito, carinho. Quando ele tem isso, muitas vezes não acontece a intimidade física no namoro. Ela é reservada para o casamento.

A intimidade física no namoro não compensa. O que é feito em nome do amor, tantas vezes acaba com a auto-estima. Muitas moças engordam muito na adolescência com o uso de anticoncepcionais. Isso sem falar em muitos gastos na tentativa de superar as conseqüências de uma decisão sem sabedoria. Ninguém terá uma vida sexual saudável fora do casamento. Deus estabeleceu isso e ninguém será capaz de mudar. Quando tentamos quebrar as leis, na verdade estamos quebrando a nós mesmos.

Acima de tudo, a intimidade do casal deve ser com Deus. A Bíblia diz: “O SENHOR confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14). E mais: “Deleite-se no SENHOR, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao SENHOR; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.4-5). Deus deve ser o centro de um namoro abençoado. Se ele for colocado em primeiro lugar, o casal terá toda a direção, sabedoria e equilíbrio para lidar bem com todas as situações. O prazer da comunhão com Deus nunca pode ser subestimado pelo prazer da intimidade no namoro. Se assim for feito não será Deus que atenderá os desejos do nosso coração, mas nós mesmos satisfazendo os desejos carnais, egoístas e contrários à vontade de Deus, o que só trará tristezas, mesmo que precedidas de efêmeras alegrias. Quem tem intimidade com Deus, tem intimidade certa, na hora certa, com a pessoa certa devidamente. Não devemos nos amoldar ao padrão de namoro deste mundo, mas nos mantermos firmes na Palavra de Deus, renovando a mente com tudo o que for verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, de boa fama, e tudo o mais que for excelente e digno de louvor (Rm 12.2; Fp 4.8).

por Antonio Francisco
fonte: sexocristão.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O espírito do Natal


O natal, como já sabemos, é uma data alusiva ao dia do nascimento do menino Jesus e que é apenas simbólica, visto que não há registro histórico preciso sobre esse evento. Os cristãos, especialmente no ocidente, celebram a vinda daquele que é chamado o salvador do mundo. Há muitos cristãos que não vêem com bons olhos a celebração do Natal e o encaram com severas suspeitas. Afirmam que o Natal é uma festa de origem pagã e que por essa razão deve ser deixada ou no mínimo ignorada pelos cristãos. Não tenho aqui a menor intenção de entrar no mérito da polêmica sobre o assunto, por isso a deixaremos aos cuidados dos “apoloproblemistas” (apologistas +problema). Meu desejo é compartilhar com você das experiências que eu tenho vivido com essa data. Acompanhe comigo o relato registrado no evangelho de Lucas no capítulo 2 sobre os eventos sucedidos ao nascimento do messias “lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:11 Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.12 E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.13 E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:14 Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.”
Essas palavras foram dirigidas a um grupo de pastores de ovelhas que ficaram atônitos e admirando diante da revelação do anjo e de suas palavras, mas o que me traz atenção no texto são as palavras do verso 14 que descrevem a visão da multidão de anjos dizendo: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” Ela expressa verdades profundas e que desejo compartilhar com você. A primeira verdade que reconhecemos no texto é a de que Cristo veio ao mundo com o propósito de trazer a reconciliação entre Deus e o mundo. A paz trazida a terra representa o fim da inimizade que havia entre Deus e os homens por causa do pecado (Leia romanos 5). Deus através de seu filho, por meio do seu sacrifício, reconcilia para si mesmo todas as coisas. O fim da inimizade representa o nosso novo lugar no relacionamento com Deus, somos agora amigos de Deus. Uma segunda verdade, e ultima que desejo aqui considerar, é a de que a vinda do messias representa o favor de Deus para com a humanidade. Na obra da reconciliação é de Deus e não do homem a iniciativa para essa reconciliação. Deus em seu infinito amor aproxima-se de nós na pessoa de seu filho e nos estende a mão. Veja, éramos ainda inimigos dele, quando ele resolve nos estender as suas mãos de amor nos oferecendo o seu perdão e graça. O amor de Deus nos alcançou e passamos a amá-lo por isso. “Hoje nós o amamos porque ele nos amou primeiro”. Acredito plenamente que essas duas verdades tem sido as responsáveis por aquilo que muitos descrevem como o “espírito do natal”. Um sentimento solidário e generoso é perceptível aos corações mais sensíveis nesse período. As pessoas tornam-se mais solidárias e gentis umas com as outras. Demonstram maior simpatia e empatia com seu próximo. Tornam-se mais suscetíveis a reconciliarem-se entre si e a buscarem mais proximidade com suas famílias. A troca de presentes é um símbolo emblemático desse “espírito natalino” que aquece e contagia o coração de muitos. Em nossos dias é possível observar o crescente desvirtuamento e afastamento dos propósitos originais do natal que é o da celebração do nascimento do messias, como figura o presépio natalino. A figura central do menino Jesus tem sido substituída pela imagem do “bom velhinho” em seu trenó mágico. O natal para alguns representa uma oportunidade econômica com o aumento das vendas no comercio. Para outros o natal representa apenas mais um feriado com oportunidade para trocar presentes com a família e com os amigos. Embora muitos ignorem o verdadeiro propósito do natal, é consenso comum entre a maioria das pessoas admitirem a existência de uma atmosfera especial entorno do dia de natal. O que nós cristãos podemos admitir diante da realidade existencial do que muitos descrevem como sendo a presença do espírito do natal? A soberania de Deus! O que motiva as pessoas a serem mais solidárias e gentis no natal? O que as envolve em um sentimento acolhedor que inspira paz? Não seria esse o eco das vozes angelicais na cidade de Davi? “Paz na terra e boa vontade para com os homens!” O natal é um dos maiores estímulos de fé que encontro no mundo. Digo isto pelo simples fato de poder ouvir as verdades que reconheço, (reconciliação e favor) repercutir no coração das pessoas ainda que estas estejam alheias a essas verdades .A atitude solidária das pessoas demonstradas no natal não é nada menos do que o eco das vozes dos anjos a dizer: ““Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” É a soberania da verdade de Deus em Cristo sendo anunciada aos homens. Me faz crer ainda mais no evangelho, saber que essas vozes ainda podem ser ouvidas por todo o mundo! As trocas de presentes não é nada menos do que pequenos ecos das vozes que anunciaram a vinda do maior presente dado por Deus aos homens, Cristo Jesus! O que alguns podem chamar de “espírito do natal”eu quero chamar de graça proveniênte. Você sente essa graça? Eu sinto e por isso amo o natal. Que você tenha um feliz natal com Jesus!

sábado, 7 de agosto de 2010

A chave






Hoje aprendi algo importante e quero compartilhar com você. O que vou dizer aqui talvez parece obvio de mais para você , no entanto quero insistir com você sobre o assunto. Quero falar sobre chaves. É comum andarmos todos os dias com uma porção de chaves, afinal elas são tão imprescindíveis para a nossa rotina assim como o é o trabalho para o nosso sustento. Como já disse, andamos com uma porção delas.

Elas atendem as mais diversas finalidades, as usamos para ter acesso as nossas residências, aos nossos locais de trabalho, aos nossos veículos e a uma porção de tantas outras coisas. Apesar da serventia específica de cada chave, todas elas trazem uma característica em comum. “Elas são o meio pelo
qual garantimos a segurança e o uso exclusivo de coisas particulares a nós”.

Tudo ainda é bastante obvio, mas ainda quero insistir com você sobre o assunto. Não vemos, o que me parece comum, praças ou terminais de ônibus exigirem chaves para termos acesso a eles, eis a razão do porque chamá-los de domínio público. Temos livre acesso a eles, o que não se aplica aos nossos bens como carros e casas. “Nós usamos chaves para exercitarmos o nosso governo sobre determinadas coisas. “

É bem provável que você já tenha vivido de forma similar a situação que vou descrever. Você um belo dia você resolve sair de casa para ir a um determinado lugar. Após dado período você retorna a sua “velha morada”, mas você percebe algo de errado e logo em seguida exclama: onde estão as minhas chaves!Para algumas pessoas situações desse tipo podem representar um verdadeiro desespero.

Sabe qual é a maior frustração de situações como essas? Talvez não seja a necessidade de uma nova fechadura, mas a de sermos impedidos de nos apropriar de algo que é nosso. Valorizamos o que é nosso, em especial as coisas que nos proporcionam bem estar. Nos afligimos pela incapacidade de não termos o que desejamos devido as nossas limitações seja elas financeiras ou não; e quão maior aflição não seria sermos privados do que é nosso? Chegamos aqui ao ponto culminante de nossa intenção para o texto

Todos precisamos de chaves. Elas podem ser um simples pedaço de metal devidamente fresado ou uma combinação de registros ou até mesmo um conjunto de atitudes ou intenções, dependendo de qual porta desejamos abrir. Se avaliarmos bem, a vida se resume a um “cem números” de chaves e portas.

Desejamos abrir a porta de uma vida financeira estável e prospera, usamos a chave do nosso esforço e dedicação nos estudos ou no trabalho. Desejamos abrir a porta de relacionamentos duradouros, usamos a chave da dedicação e do respeito as pessoas. Desejamos abrir a porta de uma boa saúde, usamos a chave de uma rotina de atividades sadias e de uma alimentação balanceada.


Quero compartilhar algo aqui. “O que determinar o sucesso de uma porta aberta é a escolha da chave certa e não do tamanho e do tipo de porta que escolhemos.”

Falamos até aqui sobre alguns tipos de portas, mas quero voltar a atenção para aquela que é a maior e principal porta de todas, o nosso relacionamento com Deus. Você saberia me responder qual é a chave para o nosso relacionamento com Deus? É bem provável que você já tenha uma resposta retórica para essa pergunta, afinal você já a ouviu nos púlpitos das igrejas por onde você tem passado . Você me responderá: É Jesus!! Continuo óbvio em minha redação não é mesmo? Mesmo assim ainda quero insistir um pouco mais com você.

Jesus não é apenas a chave, ele também é a porta. Ele diz: “Eu sou a porta” ( Jo 10.9). Veja que não a duvidas quanto a isso. A palavra de Deus nos diz que em Cristo está o amém de todas as promessas de Deus para o homem( essa promessa inclui comunhão com ele). Essa mesma palavra diz que nele, Jesus, fomos abençoado com todas as sortes de bênçãos espirituais(sobre tudo a comunhão com Deus). Nele fomos reconciliados com Deus, chamados a adoção de filhos. Nele temos livre acesso ao Pai, diante dessa liberdade o próprio escritor da carta aos hebreus nos convida a termos “ousadia” para entrarmos no santuário de DEUS.

Faça uma pausa de 10 segundos e volte a leitura. 1,2,3...


A cristãos que a pesarem de conhecerem essas verdades trazem dentro de si a frustração de não viverem um relacionamento pessoal com Deus. Elas chegam a pensar que “Deus não é para elas”. Já ouvi o desabafo de pessoas que expressaram o desejo de terem um relacionamento mais pessoal com Deus. Outros em reuniões de oração pedem por suas vidas espirituais( relacionamento com Deus). Não são poucos os crentes que vivem na mendicância de uma relacionamento com Deus. Pensão que Deus é como “ papai Noel” que aparece apenas uma vez ao ano em suas vidas e logo some sem deixar vestígios. Será essa a vontade daquele que “nem ao seu próprio filho poupou, antes o entregou por todos nós”( Rom 8.32)?

Você sabia que toda a forma de relacionamento é estabelecido pela reciprocidade( troca mutua) de afetos e gestos? Isso é o mais básico de todo o relacionamento. Todos precisamos entender uma coisa: Cristo entregou toda a sua vida por amor a nós. Deus entregou o seu único filho por amor a cada um de nós. Ele deu o primeiro passo em direção a nós. A porta e a chave que nos dão acesso a Deus nos foram dadas em Jesus Cristo. mas para que o relacionamento exista é necessário que haja uma resposta equivalente da nossa parte. Assim como Cristo, precisamos nos entregar por completo. Assim como Deus, precisamos entregar a nossa única vida a ele.

Você entendeu? Precisamos de uma entrega total! Precisamos nos apresentar a Deus na forma de uma entrega total a sua vontade! A idéia de pertencer a ele deve reger cada passo nosso. Nosso ser e nossas vontades devem estar em seu altar. Assim como ele nos deu a chave para o acesso a ele, precisamos também dar a ele a chave do nosso coração para ele governar de forma exclusiva e particular os nossos corações. Jesus disse: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo." (Apocalipse 3 : 20) . Deus através de seu filho deseja hoje cear( ter comunhão) conosco. Precisamos dar a ele a chave do nosso coração. Você não precisa ficar fora de uma casa que pertence a você por não encontrar em suas mãos a chave para abri-la.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sobreviventes em um naufrágio


É bem provável, inestimável leitor, que você já tenha assistido o filme “O naufrago” com Ton Hawks . O filme narra a história de um sobrevivente de naufrágio que refugia-se em uma ilha até o momento em que decide sair dessa ilha em seu barco improvisado e após longo período em alto mar é resgato com vida. Bem, esse homem teve a sorte de ter encontrado uma ilha, para salvação sua., mas o que dizer daqueles sobreviventes que encontram-se a deriva em mar aberto? Você seria capaz de se imaginar na pele de uma dessas pessoas? O pânico talvez seria o mais atenuante de todos os sentimentos que você poderia sentir em uma situação como essa. Voltando ao imaginário, qual seria a sua reação ao perceber que há dezenas de pessoas a sua volta clamando por ajuda, quando na real situação até você mesmo faz coro com as vozes de pedido de ajuda? Antes de sua resposta é preciso que você considere sua boa forma física e sua ótima aptidão para o nado; Visualize ainda a sua volta pequenas partes da embarcação em que você achava-se tripulado que de forma não muito eficaz serviriam a você como alguma espécie de salva vidas. Já formulou sua resposta? Talvez você esteja pensando que de alguma forma eu esteja querendo persuadi-lo a uma resposta que o colocaria na condição máxima do exemplo do amor altruísta e sacrificial por aqueles a sua volta. Acho que não seria de todo mal pensar dessa forma, afinal de contas “a melhor forma de se salvar não seria a de se perder em resgate dos outros?”. Deixemos de lado as cenas robaldas de um filme “dicapriano” e nos voltemos agora a realidade fria de nossas inatas tendências individualistas que se traduzem de forma precisa no ditado que se segue: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Agora imagine você novamente na situação descrita, agora enxergando-a no prisma de nossas tendências individualistas já mencionadas. O pensamento que se seguiria a essa nova condição talvez fosse o de que todos estávamos no mesmo barco e lançados a mesma sorte e que seria razoável, antes de mais nada, priorizar a manutenção de sua própria. “Seria por demais arriscado, estando eu tão cansado, ir a ajuda de alguém. Você nem imagina como as pessoas desesperadas agem, podem nos afogar com elas, e por fim acabaria consumindo minhas ultimas energias, algo que culminaria em meu afogamento devido ao meu cansaço extremo”. Obviamente que as situações aqui expostas não possuem fechamentos tão simplistas como apresentados por mim, mas procuro trazer nessa ilustração a essência de nossos valores mais primários como seres humanos. Você não precisaria literalmente estar em um barco para viver as atitudes e os sentimentos de um naufrago. Imaginemos então que o barco represente as nossas vidas e o mar seja o mundo em que vivemos nas suas mais diversão relações com nossas vidas e os naufrágios como sendo as crises e as dificuldades a que estamos todos sujeitos. Vamos aplicar isso as nossas vidas? Você tem enfrentado muitos problemas que o tem afligido e tornado seus dias difíceis, seus conflitos tornam o seu coração enrrubredecido. . Você tem lutado para sobreviver, esforçando-se por manter sua cabeça a cima das águas, um naufrago por excelência. Em meio a esse contexto você depara-se com pessoas que vem ao seu encontro desaguando seus problemas na esperança de alguma forma de consolo ou de remediar seus enfrentamentos, mais um naufrago a deriva. Qual deve ser a nossa atitude diante de uma realidade como essa? Estender a mão, quando na verdade você deseja que os problemas alheios estejam a 10.000 milhas de você?
Mal suportamos nossos problemas, e como ainda ter de conviver com os alheios ? Ter uma atitude amiga, uma palavra de encorajamento, um gesto solidário. Assumir a responsabilidade de fazer ao outro o que você gostaria que fizessem a você. Compartilhar do pouco da água que lhe ainda resta, sob o risco de esta lhe falte depois. Parece ser uma missão um tanto quanto difícil até mesmo pelo fato de você não enxergar em si mesmo virtudes que o condicionem a fazer o que é preciso em favor de alguém. O Senhor Jesus durante todo o seu ministério dedicou-se ao serviço de ajudar as pessoas. Ele consolava,curava, perdoava a todos os que fossem até ele. O exemplo máximo do comprometimento de Cristo com as pessoas é visto no evangelho de João no capítulo 15 e verso 13 que diz: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”Jesus levaria o seu propósito de servir aos seus amigos até as ultimas conseqüências. A dor que sentia não cruz não o impediram de ainda se preocupar com a provisão e necessidades de sua família( Jo 19.17) , Jesus delega a João a responsabilidade de cuidar das pessoas. A pesar de toda a dor insuportável de suas feridas seu desejo ainda era o de cuidar dos seus. O que o fez ser capaz de realizar todas essas coisas? O amor, o mais puro e poderoso de todos os sentimentos. Ele confiou a nós, os seus filhos , a continuidade de seu mistério de serviço ao nosso próximo ainda que isso nos custe uma vida de tranqüilidade e de desacanso ou quem sabe até a nossa própria existência. À um ditado que caberia bem em qualquer passagem bíblica que diz: quando nos ocupamos em cuidar das coisa de Deus, ele se ocupa em cuidar das nossas. A uma outra frase diz que: “A melhor forma de nos acharmos é a de nos perdermos em benefício dos outros”.
Como alcançaremos isso? Joelhos dobrados e um coração aberto para receber o poderoso amor de Deus. A matemática de Deus é inversa, quanto mais entregamos mais recebemos. A quero te fazer um convite: deixe suas expectativas individualistas com relação aos seus problemas( partes de uma embarcação) de lado e seja a mão que se estendeu em favor de uma vida que sobreviveu a um naufrágio.