quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Contador nas escadas


Você alguma vez se viu obrigado a suportar uma situação de total desconforto físico, tendo que se esforçar em corpo cansado e molestado pelo sol, afim de atender a demandas em seu trabalho. Condicionado a se dedicar a uma atividade vazia de qualquer significado construtivo de trabalho, uma ação sem precedentes corretos e fingida. Uma novela de enredo sem vitalidade e coerência. Uma vivencia desprezível da qual você deseja estar a 1.000 km luz de distância. A inda que pareça uma tragédia encenada, refiro-me a uma realidade presente. Um quadro desanimador para qualquer ambicioso por projetos maiores de vida . Consegui se identificar com alguma das partes? A necessidade é um tipo de escravidão, sucumbimos a suas vontades ainda que legítimas ou não. E por ela sou ligo a experiência já citada. São grilhões bem ajustados a braços e pernas que nos viola o direito a liberdade de caminhar sobre nossos projetos mais desejáveis. Me permita fazer uso do imaginário para tornar a situação um pouco mais praticável e clara. Imagine você adentrando pelas portas de uma grande instituição trazendo consigo a promessa de ser colocado a li a serviço de grandes projetos, mas ao final você é delegado a tarefa de contar diariamente o numero de pessoas que sobem e descem as escadas dessa instituição. Um trabalho fácil, mas sem perspectivas. Sofredor para quem considera o tempo como algo preciso. A menos que vejamos pessoas envolvidas em alguma ação nada criativa de marketing, não encontraremos ninguém se dedicando ao oficio de “contador de escadas”, mas há quem se sinta dessa forma. A desmotivação e o desinteresse são inevitáveis. Impreguinamos a nossa alma com um viscoso aborrecimento, desafortunando com isso toda a nossa vida de convivência relacionada a todas as coisas. Como já disse: existe uma promessa. Embora reconheçamos a promessa nem sempre estamos dispostos a suportar as situações que a precedem simplesmente pela razão de nosso cansaço, fruto da luta do sobreviver a “tempestade”. Devemos nos munir de algo importante se desejamos chegar a outra margem do rio. Considere o que se declara a seguir. “Há um tempo determinado para todas as coisas” (Ecl 3) , “Há um pensamento de paz ao nosso respeito”( jer 29.11). Há um lugar junto aos príncipes para você( 2 Sam 2.8). Do que essas coisas vem nos falar? Esperança . Ela significa a capacidade aguardar pela vinda de algo que estamos a esperar. Vou dizer algo: Não importa a incoerência do que você esteja fazendo hoje em relação ao que você tem projetado para sua vida e nem o tempo que esteja a se passar ( Sara teve seu filho aos 90!), Deus não está limitado a essas coisas, por que para ele tanto é ajudar ao que tem muito ou ao que tem pouco( Rs ). Seja positivo, aprenda a contentar-se com o maná de hoje para que você viva no amanhã as alegrias de uma terra que mana leite e mel. Dedique-se aos que sobem e descem as escadas ,abençoe-os. E viva todos os dias “a graça que te bastará” , fruto de uma viva e poderosa esperança.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Diário de um viajante- Parte 2



Terminadas as férias, o regresso ao trabalho. De volta aos braços da rotina, no gélido afago do cumprimento de prazos e dos compromissos preteridos por nossas vontades e implacáveis em sua realidade. Você não imaginaria a que níveis chegou fatura do meu cartão... Respiro fundo e novamente me reposiciono ao volante do carro, é chegado o fim da viagem. Relatório, ações de graças dirigidas a Deus pelo sucesso da viagem e um corpo engessado as dimensões de um acento de veículo, um “avatar” de 14 horas em meu carro para ser preciso, andar com os pés já não fazia tanto sentido. Havia me tornado também um “condutor ensoberbecido” do tipo que afirma com pompa : “Vocês sabem quem dirige esse carro? Bom, eu sou o cara que dirigiu os 1.200km que distam da cidade do Rio a Brasília em precisas 14 horas. Eu sei, eu sei... sou o dono das estradas”. É engraçado e no mínimo curioso o que eu havia sentido. Em uma versão narrativa menos estética da viagem diria que em embora mais confiante, sentia-me cansado, impaciente e menos otimista com a viagem. Motivo? Havia perdido a perspectiva do “grande objetivo”. Eia, a dois riscos, de muitos outros, a considerar em nossa viagem a chamada do sonho dos grandes objetivos. Uma diz respeito a prodigiosa sensação de poder que nos eleva após uma grande conquista e uma outra que refere-se a perene sensação de cansaço envolvida em desanimo de não mais se enxergar as virtudes de um propósito. Em nossa ultima postagem ao que quero chamar de a “ série do viajante” quero me ater ao ultimato dessas questões. Vamos retomar a experiência de Josué. Ele havia abraçado a responsabilidade. “ Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom animo.” Deus houvera dado um mandamento a Josué. Deus não diz: Eu injeto em você Josué geradores de esforços e animo. As forças e o animo necessários a vida do patriarca procederiam de sua disposição em cultivá-los sobre a palavra do “serei contigo” por meio da fé em Deus. Acredito que todo o ser humana, independente de sua crença, seja portador de potenciais a serem desenvolvidos a partir da conscientização dos mesmos por quem os possui. Josué era uma sementente plantada nos propósitos de Deus e regada em sua palavra. Conhecemos a historia final deste homem, Deus o transforma em um grande líder de prodigiosas e magníficas conquistas. Ele aceitara o convite do criador, e se tornou cooparticipante do operar e realizar da obra de Deus. Josué decidiu viver a realidade do que Deus enxergava ao seu respeito e considerar o ilimitado ajudar de Deus em sua vida. Estamos dispostos a isso? Precisamos ter fé.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Diário de um viajante - parte 1


Diario de um viajante,

Imagine você a 700 km de sua cidade, com apenas um desejo, chegar ao seu destino final. Parti de Brasília em direção a cidade do Rio de Janeiro, eram 6 horas da manhã em meu relógio, dia 29 de dezembro, quando me lancei a essa odisséia solitária de 1200 km de estrada. Um desejo aventureiro havia dominado meu espírito, se você estivesse no carona não teria hesitado em pensar que eu estivesse surtando. Dava gritos do tipo “Uhu!”; Isso se deu até o marco dos 500 km, após isso fui tomado por um tédio culposo daqueles que nos leva a pergunta clássica: “o que é que eu estou fazendo?” Eu não havia me arrependido pela decisão de viajar para o Rio em meu “Juniormóvel”, mas desejava desafogar a magoa de uma consciência habituada ao conforto das impressões de segurança geradas pela rotina de nossa vida , onde quase tudo é previsível. Deveria encontrar uma razão mais substancial do que apenas a vontade de testar os limites da liberdade de ir e vir. Havia chegado a um consenso horas depois da viajem, a razão era simples: “desejo por grandes objetivos" ainda que apenas de grandes proporções geográficas, como no meu caso. Viajar sozinho durante horas em meio a lugares desconhecidos provocou em mim um tipo de sensação de abandono e vulnerabilidade com relação ao universo dos lugares e pessoas por onde passei durante a viagem. Estava sozinho em meu carro e isso justificaria grande parte do que eu havia sentido. Começa a minha reflexão. De um lado a necessidade por estabelecer objetivos dignos de uma vida, condicionados ou não por nós, e do outro a aterrorizante realidade de se perceber a fragilidade de nossa existência em situações como essas. Isso me faz lembrar de Josué. Ao suceder o patriarca Moisés na dura missão de liderar o povo de Israel, Josué havia abraçado também a grande tarefa de chefiar os exércitos do povo hebreu na conquista da terra de Canaã ( terra prometida). Percebeu a gravidade da situação? Em l Josué 1.9 Deus diz a ele: “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.”( Josué 1.9.) Lendo esse versículo você seria capaz de imaginar como andava o coração de Josué? Não seriam essas palavras de encorajamento endereçadas a uma pessoa que estivesse com medo,insegura e solitária diante de uma situação? Certamente. Josué trazia em seus ombros o fardo de uma grande responsabilidade, um grande objetivo, e o sofria como qualquer um outro mortal.